domingo, 3 de fevereiro de 2013

"Great Jones Street", de Don DeLillo

  • Sobre o livro:
Great Jones Street de Don DeLillo
2012, Relógio D'Água
214 páginas
  • Sobre o autor:
Don DeLillo nasceu a 1936 em Nova Iorque e é ensaísta, escritor, dramaturgo e novelista. As suas obras mais conhecidas são: "Americana" (1971), "Great Jones Street" (1973), "Cão em Fuga" (1978), "Ruído Branco" (1985), "Mao II" (1991), "Submundo" (1997), "Cosmópolis" (2003 - Com adaptação cinematográfica em 2012), "O Homem em Queda" (2007) e "O Anjo Esmeralda" (2011).
  • Sobre a história:
"A fama requer todo o tipo de excessos. (...) Talvez a única lei natural associada à verdadeira fama seja a obrigatoriedade, para o homem famoso, de um dia se suicidar. (Percebe-se que fui um herói do rock 'n' roll?)". Assim começa este livro, que conta a vida de um aventurado do rock, Buck Wunderlick, que apercebendo-se de que talvez tenha perdido a sua identidade e a vontade de viver, isola-se num pequeno estúdio em Great Jones Street. Assim começa a procura pela sua alma, com novos personagens à mistura, como o vizinho do andar de cima que anda de um lado para outro e escreve pornografia infantil, a vizinha do andar de baixo que mantém o filho deficiente enclausurado por não o ter conseguido vender a um circo ou a sua namorada Opel, um ser humano muito magro sempre com um casaco de peles.

"A fama requer todo o tipo de excessos. Refiro-me à verdadeira fama, um néon devorador, e não ao sombrio renome de estadistas apagados ou de reis insignificantes. Refiro-me a longas viagens num espaço cinzento. Refiro-me a perigos, ao gume do vazio, à circunstância de um homem comunicar um terror erótico aos sonhos da república. Compreendam o homem forçado a habitar essas regiões extremas, monstruosas e vulvares, humedecidas por reminiscências de transgressão. Ainda que meio louco, esse homem é absorvido pela loucura geral do público; ainda que inteiramente racional, um burocrata no inferno, um génio secreto da sobrevivência, ele tem a certeza de ir ser destruído pelo desprezo da massa pelos sobreviventes. A fama, este tipo de fama, alimenta-se do escândalo, daquilo que os conselheiros de homens inferiores considerariam publicidade negativa - histeria em limusinas, lutas à facada na assistência, litigâncias bizarras e traições, pandemónios e drogas. Talvez a única lei natural associada à verdadeira fama seja a obrigatoriedade, para o homem famoso, de um dia se suicidar. (Percebe-se que fui um herói do rock 'n' roll?"
  • Opinião:
Adorei este livro, foi o primeiro que li deste autor e fiquei curiosa e ansiosa por ler mais; fala muito sobre a vida de rock e como às vezes os grandes deuses podem andar meio perdidos. É um livro muito bom para quem gosta de música e sem dúvida uma leitura obrigatória para a estante de toda a gente.

Sem comentários:

Enviar um comentário