Sobre o livro:
A Viagem do Elefante de José Saramago
2008, Editorial Caminho
258 páginas
José Saramago nasceu na Azinhaga a 1922 e tornou-se o primeiro português na área da literatura a receber um Nobel, a 1998. Começou a escrever com 25 anos, lançou Terra do Pecado, mas de seguida fez um hiato de 30 anos. O seu livro que recebeu o Nobel, Memorial do Convento, está no programa de português do ensino nacional e foi considerada a sua obra-prima. Entre os demais, destacam-se O Ano da Morte de Ricardo Reis, História do Cerco de Lisboa e Ensaio Sobre a Cegueira. Faleceu a 2010 em Lazarote e foi cremado em Lisboa; as suas cinzas descansam sobre uma oliveira da sua terra natal plantada em terra vinda de Lazarote, à frente da casa onde viveu, agora chamada de Casa dos Bicos - Casa Museu José Saramago. No seu epitáfio lê-se "mas não subiu para as estrelas, se à terra pertencia", última frase do Memorial do Convento.
Apesar de ser do desconhecimento de quase toda a população portuguesa, porque não aprendemos estas coisas engraçadas nas aulas de História, em 1551, o Rei D. João III ofereceu ao seu primo, o arquiduque Maximiliano da Aústria, um elefante indiano que já vivia há dois anos em Belém. Foi em torno desta história que José Saramago escreveu a viagem do elefante chamado Salomão desde a sua partida em Belém (sofrida por D. Catarina, sua mulher) até à sua chegada a Viena, acompanhado por o seu cornaca, Subhro (ou Fritz).
Gostei muito deste livro, apesar de não ser o melhor de José Saramago (o escritor escreveu-o quase no fim da sua vida, após ter estado muito doente). É curioso ver que apesar de Salomão ter chegado ao seu destino e até ter feito alguns milagres religiosos, depois da sua morte teve um triste fim: cortaram-lhe as patas para servir de recipiente para bastões e bengalas. Só mostra que todas as vidas têm o mesmo destino.
Sem comentários:
Enviar um comentário