terça-feira, 4 de junho de 2013

"Auto da Barca do Inferno" de Gil Vicente

  • Sobre o livro
Auto da Barca do Inferno de Gil Vicente
2011, Tugaland
58 páginas
  • Sobre o autor
Gil Vicente nasceu por volta de 1465 e não se sabe ao certo o ano da sua morte, o local do seu nascimento é também incerto. Não se sabe qual a sua profissão na altura, mas apresentava autos nas festas palacianas para celebrar eventos especiais, como o Monólogo do Vaqueiro, para celebrar o nascimento de D. João III. Mas foi com os seus autos (como os autos das Barcas) e as suas farsas (Quem Tem Farelos?) que alcançou a popularidade entre reis e cortes. Ainda hoje, as suas obras são estudadas, devido à mensagem que o dramaturgo passava, carregada de sátira social e de riso.
  • Sobre a história
Este auto, tal como a palavra indica, é um tribunal onde se irá julgar vários estratos da sociedade (representadas por personagens-tipo), o bem e o mal que cada personagem representou em vida. Os réus serão julgados pelo Diabo e pelo Anjo e gozados pelos erros, pecados e prazeres que cometeram na vida, desde um Frade que vem com uma Moça na mão até ao Judeu, cujo único crime foi não praticar a fé cristã. Claro que a parte engraçada deste auto está no modo como o autor caracteriza as personagens, as define e as faz agir, criando momentos duradouros de riso.
 
Este pequeno livro, de leitura obrigatória no 9º ano, critica não só a sociedade do século XVI, mas como é intemporal, adaptando-se em pleno século XXI, critica também os nossos vícios, costumes e tiques, na esperança de haver uma mudança de mentalidades. E tudo isto através do riso.
  • Classificação:
4.5/5

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